A galeria do Menescal

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Roberto Menescal, Grupo BeBossa e Wanda Sá

Por Luís Pimentel

Capixaba mais carioca que a bossa nova revelou, Roberto Menescal é um dos maiores instrumentistas da música brasileira (a sobrevivência artística pós-bossa confirma), tanto que foi professor de violão de muitos craques. Também bom compositor, de obra construída em parceria com mestres como Ronaldo Bôscoli, Paulo César Pinheiro e Chico Buarque, entre outros, o bom e velho Menesca arranja, produz, dirige, organiza, canta e acho até que dança e representa. Agregador de talentos e faro fino para sons (experiência adquirida, provavelmente, nos anos passados como executivo de gravadoras), ele está sempre inventando moda. E a última invenção é um disco em que une o seu talento ao da eterna parceira e amiga Wanda Sá, além do grupo vocal BeBossa, para homenagear a tradicional Galeria Menescal, onde o próprio morou exatamente no tempo em que ajudava o barquinho da bossa nova a se lançar do Arpoador para o mundo.  Peças de resistência do movimento ou do compositor, como “O barquinho” , “Rio” e “bye bye, Brasil” estão presentes – sempre bem arranjadas e bem cantadas, na medida da batuta do grande mestre.

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Sobre a Anna Ramalho

Anna Ramalho, carioca, tricolor e mangueirense, é colunista e cronista. Na definição do ex-chefe Ricardo Boechat, “o dinossauro do colunismo social”, já que, nos últimos 33 anos, trabalhou com todos os grandes: Zózimo Barrozo do Amaral, Fred Suter, Carlos Leonam, Fernando Zerlottini e o próprio Boechat, alternando-se entre “O Globo”, “ O Dia” e o “Jornal do Brasil”. Noves fora Ibrahim Sued, com quem trabalhou no livro “Ibrahim Sued: 30 anos de reportagem”.

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