Grupo Pax inaugura bistrô com cozinha sob o comando do chef Pascal Jolly
Um dos maiores grupos gastronômicos da cidade, o Grupo Pax, contratou o chef francês Pascal Jolly para a criação do Bistrô Chez L’Ami Martin, no Leblon. Inspirado nos bistrôs de bourgeoise parisienses, o cardápio tem a roupagem sofisticada e o dinamismo característicos da cozinha de Jolly. Além de opções para qualquer hora do dia — no almoço, com as tradicionais formules, para beliscar à tarde e para jantar — surpresas diárias são apresentadas à mesa como se faz na França, com o charme de um quadro negro escrito à mão, a l´ardoise.
O capricho que o chef dedica às carnes e pescados, temperados e assados longamente, ou às massas, produzidas artesanalmente, aparece também nas louças, escolhidas com minúcia. Taças de Martini servem de base para a batata frita do couvert, pequenos cassoulets de ferro e cocotes coloridas de cerâmica, ambos da marca Staub, adornam pratos principais e guarnições. O ambiente, assinado pela arquiteta Angela Leite Barbosa, tem na decoração quadros com fotos em preto e branco da coleção pessoal do chef em suas últimas idas a Paris.
O cardápio começa com o couvert (R$ 14), composto por baguete de campagne, manteiga com flor de sal, azeitonas, amêndoas temperadas e batatas fritas, acompanhados de maionese aioli e azeite extravirgem. Destaque entre as entradas, a terrine de campagne e condimentos, servida com pão de levin, champignons e frutas marinadas (R$ 26). “Outros sabores, como a de foie gras grelhado, serão apresentados diariamente na l´ardoise”, explica Jolly.
Carpaccios e saladas completam as opções de entrada, que se seguem por itens para beliscar. Neste capítulo, destaque para os ovos pochés com presunto Paris (R$ 26); a omelete feita com ovo orgânico (R$ 28) e dois sanduíches que são campeões de audiência mundo a fora, o tradicional o croque-monsieur (R$ 26), servido com ovo de codorna, e o hambúrguer coberto com brie e gruyère derretidos (R$ 28).
As massas, produzidas artesanalmente, são servidas com molho bolonhesa tradicional ou de tomate assado e servido com lingüiça italiana apimentada.
Os raviólis ganham recheio de mussarela de búfala e manjericão e são servidos com molho de tomates frescos (R$ 39). O molho carbonara, sob a
ótica do chef, tem como base creme leve de parmesão, pasta de funghi, bacon e champignons, e é servido com linguini (R$ 36).
Para quem gosta de risotos, cogumelos com azeite de trufas (R$ 42); legumes (R$ 42) ou camarão (R$ 58) são as opções criadas pelo chef. Atum (R$ 58), salmão (R$ 47), linguado (R$ 58) e camarão (R$ 68) são servidos grelhados ou assados, acompanhados de guarnições frescas como arroz basmati ao capim limão; vinagrete de limão confit; parmantier de alho poró ou legumes assados.
As carnes são o capítulo que melhor representa a culinária de Pascal Jolly. Seja o peito de frango da fazenda, a paleta de cordeiro ou o pernil de
vitelo de leite (R$ 58), o preparo ao forno, com temperos à base de ervas frescas e especiarias, proporciona ao comensal receitas aconchegantes e
saborosas, bem à moda da tão difundida confort food. Entre as opções, peito de frango assado servido com wok de legumes da horta perfumados ao molho roti e ervas frescas (R$ 38); parmantier de pato segundo tradicional receita do interior da França, servido gratinado (R$ 56); e paleta de cordeiro assada com mix de especiarias argelinas e ervas frescas, servida com cuscuz de frutos secos, legumes de verão e molho de cordeiro à base de hortelã fresca (R$ 62).
Para fechar, sobremesas clássicas como o crème brûlée ganha toque especial de caramelo de banana d´água (R$ 14). A rabanada é feita de brioche e servida quente, com chantilly, sorvete de framboesa e calda de frutas vermelhas (R$ 14). “Os profiterolis ganham recheio de creme de avelã
enquanto o petit gateau é feito com chocolate Calibaut 55% e servido com sorvete de gianduia”, finaliza o chef.
Sobre o chef
A paixão pela culinária surgiu aos 14 anos, quando Pascal Jolly entrou para a escola técnica em Paris. Foi lá que encontrou uma profissão e descobriu o gosto pela leitura e pela matemática. Fez estágios e se formou trabalhando nas cozinhas dos chefs mais renomados da capital francesa, entre eles a de Joel Robuchon e Alain Ducasse, além de ter integrado as equipes das cozinhas do Villard Palace, La Tour D´Argent, Hotel Ritz, Hotel Plaza, entre outros.
Ainda em Paris, Pascal Jolly se encantou pelo Brasil. Com grandes amigos brasileiros, descobriu um mundo verde e amarelo na capital francesa e
decidiu conhecer o país. De férias, desembarcou no Rio de Janeiro em 1996 e logo percebeu que era aqui que queria viver. Voltou para a Europa com a ideia na cabeça e em 1998 retornou à cidade maravilhosa com malas e portfólio em mãos. Trabalhou por três anos à frente das cozinhas do
restaurante Guimas e foi chef do restaurante Payard São Paulo.
Em 2003 implantou a cozinha do Clube Chocolate de São Paulo e, em seguida assumiu o restaurante e a criação dos pratos na capital carioca, onde permaneceu até o fim de 2009. Atualmente, seu estilo francês contemporâneo está impresso nos sabores e variedades do cardápio do Bistrô Chez L´Ami Martin, no Leblon. “Graças à culinária pude viajar muito, conhecer muita gente e escolher a cidade em que quero viver”, diz.
Serviço:
Avenida General San Martin, 1.227, Leblon. Tel.: 2512-8623. Aberto
diariamente, das 12h ao último cliente, e domingo das 12h às 18h30. Aceita
todos os cartões. 80 lugares. Manobrista terceirizado a R$ 10.







por Dafne Grozovsky
Até o ano passado ninguém tinha ouvido falar da marca Moynart. Mas a Maison ...
por Octavio Caruso
O tipo de humor realizado pelo grupo Monty Python está acima de qualquer avali...
por Maria Clara Amado
Prezada Clara, essa semana fui surpreendida com uma carta do 4º Ofício de ...
por Reinaldo Paes Barreto
Tanto faz, é a mesma uva soberba!
Em 2002, pesquisadores franceses e...
por Anna Ramalho
Quem está habituado a me seguir nesse cantinho das crônicas semanais sabe que Dona Dilma não é propriamente "my cup of tea" - expressão inglesa que adoro e acho finíssima. Especialmente quando usada para falar de nossa presidenta, como ela gosta de ser chamada. Acho-a prepotente, malcriada, e todo dia agradeço a Deus pela bênção de não ter que cruzar com ela no meu dia a dia, como são obrigadas a Ideli e a Gleisi, por exemplo.
Porém, nesses últimos dias, Sua Excelência conseguiu me comover com o discurso durante a instalação da Comissão da Verdade e me ...
chegar, virou melodia (...) língua que inventa a saudade respira tons”, da canção que dá título ao disco...
Um dos maiores eventos de gastronomia do mundo ocorre entre os dias 21 de maio e 03 de junho nos pri...
A Cavist festeja um ano de vida no fim do mês e as comemorações já começam no dia 18, com um j...
por Olga de Mello
Do mercado editorial brasileiro vêm notícias alentadoras ...
por Cristina Gurjão
Quando leio um mapa tenho especial atenção pelas posi... 


