por Cristina Gurjão
Muitas vezes as pessoas me dizem que não fazem consultas de tarô, numerologia e astrologia, pois têm medo de ouvir alguma coisa ruim. Isso me faz lembrar uma amiga que ao chegar ao consultório de um astrólogo foi logo dizendo: “Por favor, não me fale de morte!”. Em seguida ouviu como resposta: “Quem está trazendo a morte para cá é você!”.

É isto mesmo, uma consulta energética capta o que o consulente traz para o campo do especialista: seus medos, ansiedades, inseguranças e também suas alegrias e bons fluidos. Chamo a isso de energias positivas e negativas. Todos nós as temos em nossa constituição energética, somos bipolares como tudo no universo. O importante é manter os dois polos em equilíbrio, pois é desse equilíbrio que surge a iluminação. Não é assim com os dois fios de uma tomada? Um é bom e outro é mau? Não, apenas positivo e negativo que unidos fazem circular a eletricidade que nos traz a luz.
Em minhas consultas, abro meu campo sutil para entrar em sintonia com a pessoa que estou consultando. Na interpretação do mapa, isto se faz por meio do simbolismo dos signos e astros retratados em sua mandala astral, através das casas. Quanto mais entro na leitura, mais identifico os pontos importantes a serem destacados. O resultado é uma análise de tendências que mostra ao cliente o que ele tem a potencializar, o que precisa equilibrar e os pontos que exigem maior atenção e cuidados.
Já na leitura do tarô, o processo é o mesmo, porém os simbolismos são outros. O diagnóstico energético será feito pela leitura da combinação das cartas que se apresentam no jogo. Cada uma traz uma mensagem individual e um recado relacionado ao contexto das outras cartas que a cercam. Na numerologia, usamos o nome de nascimento, o apelido e a data de nascimento da pessoa para buscar as energias dos números e das cores que os acompanham para entender os recados que nos trazem.
O objetivo das consultas, através de qualquer simbolismo, é esclarecer as múltiplas possibilidades que o universo nos apresenta para vivermos nossa trajetória de vida. Sempre digo: “Isto está favorável. Vá por este caminho”, ou “Esta outra opção é menos favorecida. Caso a escolha viverá algumas dificuldades.” A decisão é individual, sempre regida pela soberania do livre arbítrio. A diferença é que ao enxergarmos as possibilidades energéticas estamos mais preparados para viver nossas escolhas.
A consulta divinatória nada mais é que a leitura de um campo invisível que se manifesta através de determinados simbolismos para o nosso crescimento espiritual. Portanto, nada de medo ou insegurança em relação a consultar as cartas, astrologia, numerologia, ou qualquer outra ferramenta da área sutil! O especialista usa os símbolos como intermediários de recados cósmicos positivos, ou negativos. E isso não tem nada a ver com coisas boas, ou más! Bem, há também pessoas especiais que não precisam da intermediação dos símbolos. Elas apenas se conectam com a aura do consulente e vão falando o que captam. Já estive com alguns videntes assim. Não é o meu caso. Mas, quem sabe um dia chego lá?
Cristina Gurjão
Carioca, jornalista, professora universitária e estudiosa de temas holísticos. Trabalha com astrologia, tarô, cristais, cores e numerologia.







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