por Sonia Biondo
Existe uma razão para o cinema mudo ter evoluído para o falado. E não adianta O Artista, filme mudo realizado em pleno século 21, ser indicado a 10 Oscars. Ele é um tédio só, previsível e desnecessário. Melancolia e nostalgia apenas não fazem ninguém se apaixonar por uma gracinha em película. É preciso paixão, mistério, amor e aventura, os sentimentos que movem o mundo do cinema, em preto e branco, cores ou 3-D, desde a invenção da sétima arte.
Mas a brejeirice – pra usar uma palavra de época – da atriz Berenice Béjo, ilumina a tela. E, convenhamos, é uma pena que ela só nos tenha sido apresentada agora, no filme do marido diretor. Berenice, nascida na Argentina, tem uma faísca latina que contagia os espectadores neste que é um filme bobinho, de protagonista canastrão como o próprio personagem.
Um dos bons momentos d’O Artista acontece quando ela, por sugestão do personagem interpretado por Jean Dujardin, adota uma pinta falsa na face direita, ao lado dos lábios. Molhando a ponta do lápis preto na boca, ela se transforma, dali em diante, na estrela que quer ser. O gesto, há muito esquecido pelas mulheres ocidentais, já foi recurso embelezador bastante usado pela população feminina – algo difícil de acreditar em tempos de botox e preenchimentos artificiais. Essa pinta de beleza (ou beauty spot) ressurgida num filme mudo chatíssimo vale pra nos lembrar, as apressadinhas do século 21 e cercadas de super novidades cosméticas, que um truque de beleza artesanal tem o seu valor.
Aproveite a Semana do Carnaval para experimentar, quem sabe? Se você não gostar da pintinha, é só mudar a fantasia.
*Sonia Biondo é jornalista, criadora do programa ‘Superbonita’ do canal GNT/Globosat, e colunista da Rádio Sul América Paradiso, com o boletim "Superbeleza". Entre os livros publicados, assina as crônicas de "Mulher Integral" (Ed. Gryphus) e as "600 Dicas Para Você Ficar Superbonita" (Ed. Globo).







por Dafne Grozovsky
Até o ano passado ninguém tinha ouvido falar da marca Moynart. Mas a Maison ...
por Octavio Caruso
O tipo de humor realizado pelo grupo Monty Python está acima de qualquer avali...
por Maria Clara Amado
Prezada Clara, essa semana fui surpreendida com uma carta do 4º Ofício de ...
por Reinaldo Paes Barreto
Tanto faz, é a mesma uva soberba!
Em 2002, pesquisadores franceses e...
por Anna Ramalho
Quem está habituado a me seguir nesse cantinho das crônicas semanais sabe que Dona Dilma não é propriamente "my cup of tea" - expressão inglesa que adoro e acho finíssima. Especialmente quando usada para falar de nossa presidenta, como ela gosta de ser chamada. Acho-a prepotente, malcriada, e todo dia agradeço a Deus pela bênção de não ter que cruzar com ela no meu dia a dia, como são obrigadas a Ideli e a Gleisi, por exemplo.
Porém, nesses últimos dias, Sua Excelência conseguiu me comover com o discurso durante a instalação da Comissão da Verdade e me ...
chegar, virou melodia (...) língua que inventa a saudade respira tons”, da canção que dá título ao disco...
Um dos maiores eventos de gastronomia do mundo ocorre entre os dias 21 de maio e 03 de junho nos pri...
A Cavist festeja um ano de vida no fim do mês e as comemorações já começam no dia 18, com um j...
por Olga de Mello
Do mercado editorial brasileiro vêm notícias alentadoras ...
por Cristina Gurjão
Quando leio um mapa tenho especial atenção pelas posi... 


