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Os dez cedês que você não pode deixar de ter!

por Rafael Fonseca


Já faz tempo que algumas pessoas me pedem a lista daqueles cedês imprescindíveis, os dez mais na área dos clássicos. Estou prometendo esta lista há tempos à Bebel Niemeyer. E recebi o mesmo pedido – na semana que passou – da Gina Maciel de Sá. Não posso deixar de atender às minhas amigas-alunas, e acho que a lista poderá ser útil a todos.

Bem, claro que toda lista é, antes de tudo, arbitrária. O mercado da música clássica é muito mais prolixo que o popular. Uma canção de Chico Buarque, por exemplo, vai encontrar a sua versão na voz do autor, uma outra re-leitura do próprio num espetáculo ao vivo, ou numa re-gravação, leituras personalistas de outros artistas (um Caetano, uma Gal), e ponto. Mas uma Quinta de Beethoven – obra com a qual abro a lista – recebeu, ao longo do tempo (desde o  primeiro registro em 1913 para cá), umas 300 ou 400 gravações, com inúmeras orquestras, e os mais variados regentes, muitas vezes o mesmo regente em épocas diferentes (Karajan, por exemplo, conta com 11 registros no catálogo, entre 1948 e 1982).

Mas, como eu ia dizendo, a lista é inevitavelmente arbitrária. Em face disso, ao invés de tentar compor uma seleção historicamente significativa, ou de equilibrar com os grandes nomes (compositores ou intérpretes), ou ainda de levar em conta as orquestras mais importantes, resolvi listar para vocês os meus cedês favoritos: aqueles que, volta e meia, estão berrando aqui na minha sala (para desespero do vizinho, que é clubber), as músicas que me tocam duplamente, pela beleza da obra e pela qualidade da interpretação.

Sendo assim, aqui estão os meus “10 +”:

BEETHOVEN Sinfonia n. 5 - Filarmônica de Nova York, Leonard Bernstein

Existem muitas e muitas gravações da famosíssima “Quinta de Beethoven”. Desde o primeríssimo registro de uma Sinfonia completa feito na história, em 1913, com a Filarmônica de Berlim regida pelo mítico Artur Nikish, até a enérgica e sofisticada leitura do grande Carlos Kleiber à frente da Filarmônica de Viena, em 1974. Isso sem falar nas belíssimas interpretações de Furtwängler, Karajan, Celibidache, Jochum ou Toscanini.

Mas a que mais me convence, aquela à qual recorro com mais constância, é a versão de Leonard Bernstein com a Filarmônica de Nova York, num registro feito em 1961. Bernstein imprime nesta gravação uma força titânica, implacável, e ferozmente jovem. Lenny tinha, na época, 43 anos de idade. E o som dos New Yorkers era, ainda, um tanto “verde” – o que não ajuda muito em obras que pedem maior filigrana, como a “Pastoral” do mesmo ciclo pode comprovar, mas que deixa a “Quinta” com uma energia incrível.

BEETHOVEN Sinfonia n. 5 – I. Allegro con brio
New York Philharmonic, Leonard Bernstein (1961)
CD Sony Classical, série Bernstein Century

HÄNDEL Hinos de Coroação - Coro da Abadia de Westminster, Simon Preston.

O alemão – de Hanover – Georg Friedrich Händel escreveu 4 hinos para a coroação de George II em Londres, que ocorreu no dia 11 de outubro de 1727, na Abadia de Westminster. Desde então, a cada monarca consagrado na Inglaterra, os hinos de Händel são novamente executados.

A leitura de Simon Preston, de 1981, utiliza o coro da própria Abadia que foi palco da primeira apresentação destas obras, e os faz acompanhar por um conjunto que toca com instrumentos da época, o English Concert. O resultado é magnífico! Foge-se ao poderio operístico – um tanto histriônico – dos coros tradicionais, para se ter a delicadeza das vozes dos 30 meninos (entre 8 e 13 anos de idade; eles são complementados por 12 cantores profissionais nas vozes mais graves) integrantes do tradicional conjunto vocal da Abadia de Westminster. E no lugar do acompanhamento inflacionado das orquestras modernas, a correta e rica instrumentação do English Concert, um dos mais prestigiosos grupos com instrumentos originais do mundo.

HÄNDEL Hinos de Coroação: n. 1 “Zadock, the Priest”
Choir of Westminster Abbey, English Concert, Simon Preston (1981)
CD Deutsche Grammophon, série Archiv Produktion, sub-série Masters

CHOPIN Prelúdio opus 45, Balada n. 1 e Mazurkas – Arturo Benedetti Michelangeli.
Como já me disse o editor e melômano Sebastião Lacerda, em artigo último aqui neste espaço, “Quem quiser ter apenas um disco de Chopin, não andará errado com este”. De fato, é um disco definitivo. Michelangeli coloca a serviço da música de Chopin a sua técnica soberba, precisão e clareza de toque, e tira dessas Mazurcas – sobretudo delas – um certo bolor de música-dancinha que eu identificava nas gravações de Vladimir Ashkenazy no cedê duplo com todas as 58 Mazurkas, gravado entre 1976 e 1985.

Aqui neste “recital” feito em 1971 podemos encontrar um Chopin visto sem condescendência, sem revestir sua obra de uma feminilidade açucarada. É um Chopin visceral, confiante, apaixonado (sem sentimentalismos). Michelangeli mostra como a visão de um intérprete pode complementar a obra de arte com grandeza e sem interferência.

CHOPIN Balada n. 1: Moderato
Arturo Benedetti Michelangeli (1971)
CD Deutsche Grammophon, série The Originals

DVOŘÁK Sinfonia “do Novo Mundo” – Sinfônica de Londres, Eugene Ormandy.

 

O tcheco Antonín Dvořák (pronuncia-se d’vôrjác) escreveu esta obra em 1893 nas Américas, enquanto dirigia o Conservatório de Nova York. Conferiu-lhe temas que remetem aos negros e índios do “Nového světa”, o Novo Mundo, mas na verdade a obra está mesmo é cheia de nostalgia, uma baita saudade de sua Praga natal.

A autoridade maior em Dvořák, assim também como em Smetana, foi o maestro – tcheco como eles – Rafael Kubelík, cuja gravação da chamada Sinfonia “do Novo Mundo” com a Filarmônica de Berlim encabeça todas as listas das melhores gravações da obra. Sem dúvidas, um registro impactante, brilhante, minuciosamente esmiuçado em todas as suas nuances.

Mas nenhuma outra leitura, a meu ver, oferece a sensação de desamparo e saudades que encontro no registro feito por Eugene Ormandy em 1969 com a Sinfônica de Londres. Talvez por ter sido ele, também, um imigrante no Novo Mundo: nascido na Hungria em 1899, Jenő Blau chegou aos Estados Unidos em 1921 – seu nome artístico seria a tradução de seu primeiro nome mais a corruptela do nome do navio no qual viajou, o Normandie – para trabalhar duramente como regente de orquestras de cinema, atrás da tela onde se projetavam os filmes mudos. Um início árduo, mas ele viria a ser o “pai” da sonoridade luxuriante ostentada pela Orquestra da Filadélfia, conjunto que liderou por 44 anos. Ormandy confere à Nona Sinfonia de Dvořák um toque poético e uma ebulição orquestral que fazem desta a minha versão favorita para a obra.

DVOŘÁK Sinfonia n. 9 “do Novo Mundo” – II. Largo
London Symphony Orchestra, Eugene Ormandy (1969)
CD Sony Classical, série Essential Classics

SCHUBERT Sinfonia n. 9 – Filarmônica de Berlim, Wilhelm Furtwängler.

Como é possível um registro feito em 1951 continuar sem rival até hoje, quase 60 anos depois?

A explicação está no nome do intérprete: Wilhelm Furtwängler. Um gênio da regência que soube dar a cada obra uma vida nova, fazendo-a renascer no momento da execução. É o que acontece com essa magistral obra-prima, a última criação sinfônica de Schubert.

Foram muitos os regentes que se perderam ao tentar dar uma leitura satisfatória a essa obra… Karajan tornou-a monótona demais, realizando cada repetição exatamente como a anterior e saltando de pianissimos a fortissimos sem nenhuma elegância; Celibidache errou na mão ao fazer tudo vagaroso demais, numa obra que não tem a densidade de um Bruckner (cujas Sinfonias aceitavam tão bem seus andamentos solenes); Bernstein tentou ir a fundo, mas acabou deixando a idéia de irregularidade; até Karl Böhm, schubertiano de primeira, acabou por dar a ela uma leitura brilhante demais, meio “gritada”.

Só Furtwängler, até hoje, mostrou-se capaz de passar por todas as repetições sem cansar o ouvinte, fazer das transições algo natural e orgânico, criar uma sensação de movimento e frescor com nuances de andamento, tempos mutáveis e refinamento sonoro.

SCHUBERT Sinfonia n. 9: IV. Finale: Allegro vivace
Berliner Philharmoniker, Wilhelm Furtwängler (1951)
CD Deutsche Grammophon, série The Originals

HAYDN Sinfonia n. 92 “Oxford” – Filarmônica de Munique, Sergiu Celibidache.
Celibidache, maestro romeno, foi um dos nomes mais controversos da regência no século XX. Tinha horror aos discos e ao processo de gravação. Ouvir uma música gravada era, palavras dele, como “fazer amor com a fotografia de Briggite Bardot”.
Por tal postura, perdeu o podium da Filarmônica de Berlim para o arqui-rival Karajan (esse sim, um entusiasta total do disco). Não fazia concessões, e suas idéias a respeito do fenômeno sonoro eram bastante polêmicas: cada sonoridade – cada acorde, cada nota – deveria ter tempo para “acontecer” e só então o próximo “evento sonoro” poderia vir. Na prática, isso resultava em leituras super lentas. Mas, em compensação, o resultado era inebriante, mágico.
Como no caso desse Haydn, de uma beleza de som, uma delicadeza, um refinamento que jamais, em regente algum, encontrei.
HAYDN Sinfonia n. 92 “Oxford”: I. Adagio – Allegro spirituoso
Münchner Philharmoniker, Sergiu Celibidache (1993)
CD EMI Classics, série Celibidache Edition

BRUCKNER Sinfonia n. 7 – Filarmônica de Viena, Hebert von Karajan.

Em seu último ano de vida, o lendário Karajan estava mais que desgastado com sua orquestra da vida inteira, a Filarmônica de Berlim, conjunto que liderou por 35 anos. Coube à rival Filarmônica de Viena dar ao velho maestro o mais belo registro sonoro de sua carreira. Em abril – ele morreria em julho – Karajan subiria ao pódium na sala dourada Musikverein para realizar o último registro de sua carreira, uma leitura soberba da lírica e colossal Sétima de Bruckner.

Ele já havia gravado duas vezes, em 1970 e 1975, a mesma obra com a sua Berliner, com a pujança habitual, a sonoridade muscular e guerreira a todo o vapor. Em 1989, com a Wiener, encontramos não a sonoridade mais portentosa da terra dos registros anteriores, mas sim o celestial canto dos anjos – dando à Sinfonia um ar etéreo e profundo.

Bruckner, quase sempre considerado um compositor “difícil”, pode começar a ser explorado por esta Sétima – que foi seu grande sucesso em vida.

BRUCKNER Sinfonia n. 7: III. Scherzo: Sehr schnell
Wiener Philharmoniker, Herbert von Karajan (1989)
CD Deutsche Grammophon, série Karajan Gold

ELGAR Concerto para violoncelo – Jacqueline du Pré, Sinfônica de Londres, John Barbirolli.

O inglês Edward Elgar escreveu sua última obra importante, este belíssimo Concerto para violoncelo, durante o verão de 1919, ainda atormentado pelos bombardeios da Primeira Guerra, terminada em 1918. O tema inicial, um lamento um tanto fantasmagórico, veio como inspiração ao compositor imediatamente após ele acordar da anestesia de uma cirurgia bastante séria à qual se submeteu.

Isso faz dessa obra, “canto do cisne” do compositor, uma peça densa, dramática, exigente de maturidade e experiência de vida por parte do intérprete. E, supreendentemente, foi pelas mãos da jovem inglesa Jacqueline du Pré – que tinha somente 20 anos quando gravou esse disco – que o Concerto de Elgar encontrou sua melhor expressão; trata-se do registro definitivo, ainda não ultrapassado, mesmo passados 45 anos de sua feitura! O grande Rostropovich, que havia sido professor dela, ao ouvir sua interpretação declarou sentir-se incapaz de abordar a obra novamente, tamanha a força e contundência com a qual sua pupila havia compreendido os sentimentos do compositor.

O mistério de alguém tão jovem conseguir conferir autenticidade a uma peça que, em tese, exigiria sentimentos ainda não vividos permaneceria um impasse, não fosse a trágica trajetória da própria intérprete: vítima de esclerose múltipla, du Pré teria de interromper a carreira em 1973, para morrer em total degradação em 1987, aos 42 anos… Premonição?

Um adicional a mais é a presença do grande maestro inglês John Barbirolli na regência do acompanhamento. Não só por ter sido um grande intérprete para obras pós-Românticas (seu Mahler foi insuperável), mas também por ter sido violoncelista, ter tocado a obra como solista, e ter participado como músico da orquestra na primeiríssima apresentação da obra em 1919, regido pelo próprio compositor.

ELGAR Concerto para violoncelo: I. Adagio – Moderato
Jacqueline du Pré, London Symphony Orchestra, John Barbirolli (1965)
CD EMI Classics, série Centenary Edition 1897-1997

LISZT Concertos para piano ns. 1 e 2 – Krystian Zimerman, Sinfônica de Boston, Seiji Osawa.

Os Concerti de Liszt são um cavalo-de-batalha para os pianistas, tecnicamente dificílimos; escritos em forma mais livre – assemelham-se mais a duas Fantasias do que o que se espera da estrutura dos Concertos tradicionais – e cheios de “paisagens sonoras”, remetem muito à música feita para o cinema, embora sejam quase um século (o n. 1 de 1830 e o n. 2 de 1839) anteriores à primeira partitura composta para um filme (Saint-Saëns, trilha para “L’assassinat du duc de Guise”, de 1906).

Tal característica, meio pictórica, pode levar o intérprete a dois erros cruciais: dar uma leitura seca, austera, ou entregar-se às melífluas passagens, exagerando no açúcar da peça. Há ainda aqueles que optam por utilizar esses dois Concertos como veículo para exibição de técnica – o que, aliás, era o que o autor fazia – transformando-os em música muito brilhante mas meio oca.

E o que faz o polonês Zimerman é justamente equilibrar com maestria impensável essas características, dando às obras a estatura das obras-primas que são e deixando saltar da música todo o seu potencial, a beleza das melodias, a dificuldade técnica, e o poder imagético. O que mais me surpreende, tenho que confessar, é a maravilhosa contribuição de Ozawa – regente que não me emociona – com uma tessitura orquestral muito sofisticada; é a melhor coisa que ele já fez, na vida.

LISZT Concerto para piano n. 1: I. Allegro maestoso
Krystian Zimerman, Boston Symphony Orchestra, Seiji Ozawa (1987)
CD Deutsche Grammophon

MAHLER Sinfonia n. 2 “Ressurreição” – Orquestra “Filarmonía”, Otto Klemperer.

Klemperer foi um gigante da antiga escola de regência: tempos solenes, massa sonora pesada, grandiloqüência no discurso. Klemperer foi aluno de Gustav Mahler.

O próprio Klemperer acreditava que esta Segunda Sinfonia de Mahler seria a primeira a impor-se no repertório, por sua beleza plástica. Devemos lembrar que houve certa resistência à obra de Mahler, em vida reconhecido como o grande regente de seu tempo. A obra trata da ressurreição da alma, antecipa a conversão de Mahler ao catolicismo – não só por dificuldades numa sociedade anti-semita, mas muito por causa da crença do compositor que ansiava, desesperadamente, por “uma nova chance” em face aos sofrimentos do mundo.

A visão de Klemperer dessa monumental Sinfonia é a de um discípulo devoto. Ele confere um poderio sonoro, com sua orquestra londrina por mais de uma década, a grande Philharmonia, o que deixa a obra com uma majestade redobrada. E, ainda assim, os momentos mais delicados da obra soam com uma naturalidade e com uma beleza que fazem deste registro um dos melhores de toda a obra de Mahler, em toda a discografia.

MAHLER Sinfonia n. 2 “Ressurreição”: IV. Urlicht: Sehr feierlich aber schlicht
Elisabeth Schwarzkopf, Hilde Rössl-Majdan,
The Philharmonia Chorus, The Philharmonia Orchestra, Otto Klemperer
CD EMI Classics, série Otto Klemperer

BEETHOVEN Concerto para piano n. 3 – Maurizio Pollini, Filarmônica de Viena, Karl Böhm.
Falei que iria listar dez, mas listo 11 discos; esse, para mim, é Ór-concur! Comecei a lista por Beethoven, e vou terminar com ele. Obama, se fosse mais sabido, diria: – “Beethoven é o cara!”.
O Terceiro Concerto para piano composto pelo mestre de Bonn é o meu favorito, em toda a discografia! Pela primeira vez, Beethoven deixa de tentar igualar-se a Mozart – tarefa impossível – na escrita para piano e orquestra e deixa transbordar de si todos os seus questionamentos, escrevendo naquele estilo próprio, inconfundível.
E Pollini, esse genial pianista milanês, imprime tal energia ao tocar, responde à orquestra com tanta altivez (já nas suas primeiras notas: a entrada do piano após a introdução orquestral é de arrepiar), e toca tudo com tanta clareza. É um monstro!
E o acompanhamento orquestral é de um regente que merecia maior atenção por parte dos amantes de Beethoven: Karl Böhm mostra aqui sua grandeza, com equilibrio, beleza e força. Um disco imperdível e – confesso – o meu favorito nessa lista!
BEETHOVEN Concerto para piano n. 3: III. Rondò: Allegro
Maurizio Pollini, Wiener Philharmoniker, Karl Böhm (1977)
CD Deutsche Grammophon, série The Originals

PARA COMPRAR OS DISCOS:
Minha indicação é a loja ARQUIVO MUSICAL, na Travessa do Ouvidor 8, sala 202 – os donos, Ricardo e Vinícius, conhecem os artistas, as obras, sabem o que estão vendendo. E são especializados em clássicos e jazz. As consultas podem ser feitas pelo telefone 2242-1854.

Outras lojas no Rio com bom acervo são a Arlequim (Paço Imperial), Livraria da Travessa (principalmente a de Ipanema, onde o Pelé pode orientar a compra), Livraria Argumento (Leblon). Existem ainda os saites para compra pela internéti.

As capas colocadas acima podem ser diferentes, uma vez que esses discos já foram re-editados algumas vezes (procurei sempre colocar a capa da edição mais recente).

BOA AUDIÇÃO! Rafael.


RAFAEL FONSECA, Guia dos Clássicos

www.guiadosclassicos.blogspot.com

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