por Elda Priami
A edição da São Paulo Fashion Week, que completou 15 anos, deu uma reformulada visual no prédio da Bienal, no Ibirapuera, garantiu a presença de celebridades internacionais e mostrou a temporada na visão dos profissionais mais conceituados do segmento prêt-à-porter.
Em seis dias, de 28 de janeiro a 2 de fevereiro, desfilaram 32 marcas no “maior evento de moda do país”, como frisaram o tempo todo as apresentadoras do GNT, canal a cabo da Globosat, e a mídia paulistana. A moda vista em primeira mão pelos jornalistas especializados e compradores do segmento estará no começo de abril nas vitrines.
Ao contrário do Fashion Rio, que aconteceu de 11 a 15 de janeiro, no Píer Mauá, as coleções que desfilaram na capital paulista vieram com um ar bem mais dirigido aos dias frios e confirmaram a força de algumas peças que, independentemente de tendências, vão agitar o consumo. Ninguém duvida da força da saia longa, da renda, do couro, da calça skinny, dos bordados, dos tricôs, das misturas entre texturas e proporções diferentes e está aí, justamente, o “pulo do gato”. Mas o comprimento curto vigora entre as propostas mais jovens e práticas.
Cada estilista fez a sua viagem particular levando o que mais gosta na bagagem. Na Maria Bonita, marca carioca que desfila em São Paulo, a base foi a malha e modelagens super geométricas inspiradas na construção de Brasília. Perfeição absoluta nos cortes e encontro de cores. A Huis Clos, que transita na mesma vibração sutil e elegante de Maria Bonita, apostou em calças de corte reto, cintura alta e muitos cortes geométricos nas roupas.
Os darlings da cidade confirmaram seu prestígio. Bem pessoais, as coleções de Alexandre Herchcovitch, Reinaldo Lourenço, Tufi Duek, Gloria Coelho, Ronaldo Fraga - com suas estampas de azulejos inspirados no artista plástico Athos Bulcão - provaram que as tendências mais importantes do mundo tiveram uma interpretação bem estimulante e apropriada ao público brasileiro. André Lima faz da alta costura um exercício constante de estilo e sempre encontra lindas soluções. A Osklen tirou partido da catástrofe, literalmente. Usou como tema o incêndio que destruiu grande parte de seu acervo de trabalho e fez uma coleção que tem toques pop, street fashion, prêt-à-porter e uma ligeira passada pela couture. Tudo muito leve, muito charmoso, muito ao jeito do Rio de Janeiro como celebra sempre seu diretor criativo, Oskar Metsavaht.
Surpresa? Talvez o excesso de penas e peles nas roupas, falsas de preferência, mas imitando as naturais com o que há de mais avançado em tecnologia têxtil. Será que as consumidoras abraçam a ideia? Acho que sim. Até a Melissa fez uma bota com pelos que imitam os de macaco.
O outono/inverno 2011 virá com muitas cores, mas há uma preferência pelos tons fortes e também pelos mais fechados, sem esquecer os suaves como o nude. Contrastes entre os tons escuros e os vibrantes estão presentes como um toque inovador para as peças da estação. Nem dá para citar estilos porque tem de tudo um pouco. Hora de refletir o que você realmente gosta, o que consegue usar de forma confortável e optar por uma compra que pode permanecer em seu guarda-roupa por várias estações. A moda, mais do que nunca, não está descartando nada e usa o passado de um jeito novo. Por que você não pode seguir este comportamento? E se tiver “inspiração” ainda será capaz de “inventar” outros looks. Tente!







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