por Elda Priami
Escolha o seu!
Na maioridade do evento mais importante de moda do Rio de Janeiro, a 18ª edição do Fashion Rio, foram apresentadas 25 coleções. O público começa a ver nas vitrines o que desfilou no Píer Mauá, e em outros pontos da cidade de 11 a 15 deste mês, a partir de abril.
Numa visão panorâmica, o foco dos lançamentos, como sempre, está em consumidores modernos e, de preferência, jovens. Por isso, a moda atiça as irreverências. O justo anda coladinho ao amplo, o tom neutro vem ao lado do vibrante, as sobreposições ganham montagens voltadas para a assimetria, o esportivo não desgruda do prêt-à-porter sofisticado, o militarismo faz uma dupla com a roupa de bailarina, o futurismo dá as caras outra vez, assim como os anos 50, mas tudo isso – e muito mais – vem misturado. Este filme a gente já viu. E aí? Aí que a atitude e os tecidos tecnológicos dão o tom moderno.
Mais uma temporada para você ir ao encontro de algumas peças que despertam o desejo de compra. E assim o comércio se alimenta e a roda da moda anda. Para frente? Nem sempre. Na maioria das vezes as inspirações do presente vêm do passado, que de tão usado já se esgarçou... Mas traz contribuições valiosas e é a referência mais importante no mundo todo. Aqui, somos uma espécie de eco do que é lançado lá fora, portanto poucas coleções apresentam um conceito próprio, mas pegando uma saia aqui, um vestido ali, um casaquinho acolá dá para ter um guarda-roupa bem charmoso e com o nosso astral. Muitas peças que estão em alta neste verão continuam pela estrada afora. Cuidado ao se despedir de roupas de couro, blusas de renda, paetês, cardigans longos, paletós...
Nos desfiles, a categoria de Maria Bonita Extra, que tem a estilista Ana Magalhães, é imbatível. A marca não erra a mão. A elegância dos vestidos secos e leves não tem época, a transparência e os brilhos se juntam em modelagens onde o clima atemporal é levemente retrô. Mais moderno, impossível, e muito sofisticado como sempre. O sapato que parece um mix de tamanco holandês com sandália é um toque divertido que “combina” com os mais diversos estilos.
A irreverência de Alessa, sempre colorida, joga as fichas em vestidos sobrepostos, valorizados por fendas, assim como em peças onde o dourado envelhecido e a renda predominam. No desfile, ela propôs óculos de grau para as roupas noturnas. Hum... Só Nicole Kidman tiraria isso de letra!
A estilista da Patachou, Erika Frade, fez modelagens que valorizam o corpo com algumas transparências em tons escuros. Estilo urbano e versátil que dá chance às calças amplas, confortáveis para quem está com o corpo em forma, mas tem muitas opções para o dia a dia cosmopolita.
Walter Rodrigues levou a estação a sério e a coleção – linda! – tem mesmo aquele visual elegante e moderno para os dias mais fresquinhos. Ele aposta em xadrez de todas as maneiras e em modelagens ora fluidas ora estruturadas.
Maxime Perelmuter, estilista da British Colony, é o nosso enfant terrible e mostra a cada coleção um domínio de modelagem e proporção muito bom. Ninguém é filho de Georges Henri impunemente. Para quem chegou agora, o pai de Maxime foi um dos mais importantes estilistas da geração anos 80. As roupas, as lojas, os desfiles, enfim, tudo tinha um clima mágico e próprio que só ele sabia fazer.
No mais, vocês vão se deparar com muitas saias longas – ainda em clima hippie revisitado, mais uma vez -, roupas curtíssimas, muitas cores, muitas misturas. As cores têm base neutra e em cima dela chegam os tons vibrantes. Atenção: o verde militar continua em alta.
Nos pés, sapatilhas, mocassim oxford, ankle boots e botas. O conceito lançado neste verão chega ao outono/inverno.
Agora vamos esperar o que será apresentado de 28 de janeiro a 2 de fevereiro na São Paulo Fashion Week. E aí você vai escolher o que combina com seu jeito.







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