por Elda Priami
Em época multicultural, a moda olha para todos os lados e cada estilista elege o seu cantinho preferido. Ou seja, o tema de sua coleção. Assim, o Fashion Rio, que de 10 a 14 de janeiro mostrou as apostas da proxima estação, foi um painel do que será consumido a partir de abril. Com a temática: ”Sou Rio, Essa Bossa É Nossa” desfilaram 24 marcas.
O que veremos nas vitrines da cidade? Sem dúvida alguns caminhos já estão definidos: as modelagens não mudam muito, continuam as assimetrias, os comprimentos longos, médios e curtos ( e até curtíssimos), o clima vintage, os anos 60 junto com os 80 e ao lado dos 50... As cores deram uma virada para os tons sóbrios e as estampas continuam em alta, sobretudo as digitais. Elas podem ser abstratas, figurativas, geométricas e com direito a muitos bichos. E se prepare para continuar também a ver tecido metalizado de todas as maneiras, só que agora em tons um pouco mais escuros como ouro, bronze e cobre. O branco e o vermelho surgem como pontos de luz. Os tecidos, cada vez mais tecnológicos surpreendem pelas texturas sofisticadas e confortáveis até em tramas rústicas como couro rachado e envelhecido, mas tudo extremamente soft.
O desafio de cada estilista é, na verdade, eleger uma linha que defina a sua personalidade com todas as misturas de informações que fazem parte do que é considerado, hoje, contemporâneo. O feito a mão ganha mais espaço e, muitas vezes de forma industrializada, este efeito é valorizado pelas marcas importantes. Aqui vão alguns flashes de uma temporada que promete ser muito atraente!
Maria Bonita Extra. Os 21 anos desta marca são comemorados com uma coleção que destaca em modelagens e tecidos as silhuetas marcadas. A alfaiataria se renova com o tricô e o jacquard ganha estampa. Tecidos nobres como organza, musseline de seda e tafetá são trabalhados a mão. Um luxo sutil voltado para a mulher jovem que pode expor sem medo as perninhas de fora em modelos curtissimos!
Alessa. Os tapetes orientais deixam o chão e vestem a mulher neste outono. As formas são simétricas e assimétricas. Na alfaiataria, o clássico e nos vestidos, o contemporâneo da silhueta criada em moulage. As cores se encontram em momentos super inspirados nos mesmos tons dos tapetes. O bordado valoriza os desenhos dos tapetes e seus pontos. A mistura de materiais como lã, pérola e miçanga formam uma textura rústica e saliente.
Filhas de Gaia. O luxo e a elegância determinam o perfil desta marca. O longo branco com estampa de bicho de um só lado é um bom exemplo do encontro entre África e Japão, tema da coleção. As roupas têm aquela pegada cosmopolita e brincam com os contrastes entre cidade e selva.
Espaço Fashion. As formas geométricas que puxam pelo art déco propõem uma coleção onde há espaço para vestido reto, calça cigarette, jaqueta e colete alongados, recortes e falsas sobreposições. Enfim, tudo para quem gosta de um charme vintage, mas é jovem. O tubinho bem anos 60 aparece em tecido metalizado com várias texturas.
Coven. A coleção se inspira na cultura dos Maias e surgem vestidos com franjas nas barras, tricôs com texturas de gorgurão e estampas geométricas com uma mistura de cores lindas, típica dos índios. As modelagens geométricas e étnicas se aliam aos bordados.
Printing. Um exemplo de como usar o mix de estampas geométricas com inspiração. As peças têm modelagens perfeitas e a aposta nos tons terrosos é total.
Cantão. O jeito descontraído da carioca está presente nesta estação onde o conforto encontra cores, texturas e formas bem voltadas ao básico sofisticado. O tricô vem em tons naturais e também em mix de cores.
New Order. A marca de acessórios joga as fichas nas botinhas curtas, nas ankle-boots e, por que não?, nas sandálias de plataforma. Afinal, nosso outono/inverno é tropical! O vestido casulo, bem no clima futurista dos anos 60, vai ao encontro das consumidoras estilosas.
Elda Priami é jornalista que atua nas áreas de moda e design. Assina na revista Viver Bem as colunas Design e Estilo. Faz projetos editoriais de revistas customizadas e consultoria de moda e design.







por Dafne Grozovsky
Até o ano passado ninguém tinha ouvido falar da marca Moynart. Mas a Maison ...
por Octavio Caruso
O tipo de humor realizado pelo grupo Monty Python está acima de qualquer avali...
por Maria Clara Amado
Prezada Clara, essa semana fui surpreendida com uma carta do 4º Ofício de ...
por Reinaldo Paes Barreto
Tanto faz, é a mesma uva soberba!
Em 2002, pesquisadores franceses e...
por Anna Ramalho
Quem está habituado a me seguir nesse cantinho das crônicas semanais sabe que Dona Dilma não é propriamente "my cup of tea" - expressão inglesa que adoro e acho finíssima. Especialmente quando usada para falar de nossa presidenta, como ela gosta de ser chamada. Acho-a prepotente, malcriada, e todo dia agradeço a Deus pela bênção de não ter que cruzar com ela no meu dia a dia, como são obrigadas a Ideli e a Gleisi, por exemplo.
Porém, nesses últimos dias, Sua Excelência conseguiu me comover com o discurso durante a instalação da Comissão da Verdade e me ...
chegar, virou melodia (...) língua que inventa a saudade respira tons”, da canção que dá título ao disco...
Um dos maiores eventos de gastronomia do mundo ocorre entre os dias 21 de maio e 03 de junho nos pri...
A Cavist festeja um ano de vida no fim do mês e as comemorações já começam no dia 18, com um j...
por Olga de Mello
Do mercado editorial brasileiro vêm notícias alentadoras ...
por Cristina Gurjão
Quando leio um mapa tenho especial atenção pelas posi... 


