Moynat: o luxo discreto da bolsa

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por Dafne GrozovskyDafne Grozovsky


Até o ano passado ninguém tinha ouvido falar da marca Moynart. Mas a Maison Moynart não é nada menos do que uma das marcas de “malletiers” de mais prestigio do século 19, que Bernard Arnault decidiu relançar em grande estilo para concorrer com marcas como a Goyard. Criada em 1849 no quartier de l’Opera, a Maison Moynat rapidamente se transformou em uma referência em matéria de artigos de viagem. Reconhecida pelo seu “savoir faire” tradicional, a Moynat se tornou célebre graças às suas criações destinadas ao mundo do automobilismo e transportes em geral.

A Moynart foi a primeira marca a propor uma enorme variedade de artigos de couro sob medida. Ela era conhecida por inovar no material e na fabricação de suas malas e baús. Eles eram mais leves, maleáveis e, principalmente, impermeáveis. Isso provocou uma pequena revolução no mundo dos transportes de objetos já que a Moynart permitia que as viagens fossem mais seguras tanto de carro, como de trem ou navio. As malas podiam ser feitas sob medida para ter a cor da carroceria do carro e encaixar mais facilmente conforme a marca e modelo do veículo; podiam ter também a medida exata do compartimento do trem e eram mais leves porque as leis para o excesso de peso começavam a ser estabelecidas. Eram malas armários com detalhes incríveis, malas especiais para transportar os casacos de pele, detalhes, segredos, materiais e até cestas de “pic nic”. Isso tudo sem contar as suas participações remarcáveis nas Exposições Universais.

Caída em desuso, a Maison fechou sua ultima loja em 1976. Um século e meio mais tarde a marca foi comprada por Bernard Arnault e a direção artística ficou a cargo do indiano Ramesh Nair, que já trabalhou na Hermès, Christian Lacroix, Martin Margiela e Jean Paul Gaultier. De Moynat, Ramesh conservou o DNA super chique mas trouxe de volta as curvas originais adaptadas à 2012. Suas bolsas são de uma elegância discreta – rara hoje em dia. Basta contar as peças que são colocadas à mão em cada bolsa para nos darmos conta do tamanho dessa “aventura” que na realidade é uma história de amor trazida à tona por Arnault. A nova loja foi inaugurada no 348, rue Saint-Honoré. Puro luxo ! Assim como os preços que começam a partir de 1000 euros.


Dafne Grozovsky e sua Paris Branchée

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Sobre a Anna Ramalho

Anna Ramalho, carioca, tricolor e mangueirense, é colunista e cronista. Na definição do ex-chefe Ricardo Boechat, “o dinossauro do colunismo social”, já que, nos últimos 35 anos, trabalhou com todos os grandes: Zózimo Barrozo do Amaral, Fred Suter, Carlos Leonam, Fernando Zerlottini e o próprio Boechat, alternando-se entre “O Globo”, “ O Dia” e o “Jornal do Brasil”. Noves fora Ibrahim Sued, com quem trabalhou no livro “Ibrahim Sued: 30 anos de reportagem”.

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